Respire, Respire

Respire, Respire
Minhas divagações serão divididas em etapas para que eu possa canalizar todo o ódio mortal que estou sentindo em meu coração puro…
Primeiramente vamos lá… se a referida autora, da série cuja qual esculhambarei, não fosse tão fofa, linda e uma gracinha de pessoa ao vivo, eu juro pra vcs que eu pegaria um rolo de macarrão e daria uma surra bem dada nela.
Então… a série é a Trilogia Breathing, da Rebeca Donovan. Rebeca esta que é uma linda e um ser super simpático e meigo. Eu tive o prazer de tê-la conhecido ano passado em NY e até então, eu tinha apenas elogios tecidos a respeito do primeiro livro da série, já que era o único que eu havia lido. E eu tinha gostado. Juro…
O primeiro livro, Uma Razão para Respirar, vai se transformar em Uma Razão para Divagar… porque divagarei? pq é um livro intenso, dramático, cheio de emoções corrosivas que podem arrancar sua alma literária. O título do livro é bem aplicado, porque em alguns momentos vc realmente acha que vai parar de respirar.
Temos a apresentação da mocinha sofrida e abusada, uma adolescente traumatizada, que sofre nas mãos da tia sádica e de um tio passivo e omisso. Emma muitas vezes age como uma ema… o animal mesmo, sabe? Tapada total. Mas vc se encanta por ela e quer ajudá-la de toda maneira. E assim pensam os mesmos personagens da história, o fofo e apaixonante Evan Matthews e a amiga louca Sara.
Tipicamente uma escola de ensino médio americano, a história se desenvolve em torno das tentativas dela em esconder os abusos que sofre. Os amigos querem ajudar o mais que podem, claro. Mas a bicha é altamente fechada para o mundo, se isola e não se permite ser ajudada, tudo isso em prol de “proteger” os primos, filhos de sua algoz.
O livro termina de maneira tensa e selvagem. A tia louca faz o inimaginável e quase acaba com a vida da mocinha. Mas isso por conta da teimosia dela. Todos à sua volta querem ajudar, denunciar a bruxa, protegê-la das mãos da mocreia selvagem, mas o que? Emma é muito altruísta… aceita ser estapeada porque não suporta ficar longe dos primos pequenos. Eu falei que o pai dela morreu quando ela era criança e que a mãe simplesmente assim… do nada… a abandonou? Não? Então se prepare para a parte dois da divagação.
O livro 2, Quase Sem Respirar, vira aqui meu tema lindo: Quase pra Te Matar. Sim, pessoas… porque nesse livro consegui que vários sentimentos meus fossem extraídos a fórceps deste meu corpo.
O final do livro 1 foi tenso. A família abusiva foi desfacelada porque graças a Deus a louca da tia foi para a prisão e o tio e os primos pequenos, aqueles que ela tanto queria proteger, foram embora para a Flórida e ela acabou ficando morando na casa da amiga, cujos pais assumiram e passaram a ser tutores legais dela, já que a guria ainda era menor de idade.
Okaaay… ela estava de boa… na lagoa… mas aí o que acontece? a mãe bruaca, que a abandonou à própria sorte, surge das cinzas e tenta resgatar o relacionamento com a mina. O que ela faz? Aceita. Hein? Tudo bem… vamos dar o benefício da dúvida pra criatura e pensar que ela queria resolver seus dramas emocionais.
Só que ao longo da história você vai tomando conhecimento de que essa mãe dela é louca, alcoólatra do caralho, que acha que ainda tem vinte anos e quer viver a vida à adoidado. E ainda exige que a menina não a chame de mãe. Ao longo do livro você vai sacando que essa mãe odeia a garota, que a culpa pela morte do pai, e que não faz questão de esconder isso dela quando está chapada. Mas depois pede desculpas e chora arrependida. E o que a Emma faz? vai ficando.
Nesse meio tempo, não nos esqueçamos do Evan, o namorado super fofo que está ali pra ela sempre que ela precisar. Cara… ele é muito fofo. Vocês se apaixonam por ela sobremaneira.
O ódio vai me corroendo à medida que Emma começa a “desenvolver” um relacionamento paralelo com o namorado mais jovem da mãe louca. O tal Jonathan tem um passado obscuros e os dois acabam se identificando com traumas internos e sempre na alegação de que querem ajudar a Rachel, a mãe vaca.
Tipo… ela passa a confiar mais nesse peste, do que no próprio Evan, que obviamente fica alheio a toda essa merda. Se a guria tem um problema de madrugada pra quem ela liga? para o namorado da mãe. Se ela tem pesadelos, com quem ela conversa? com o namorado da mãe. E a mãe louca começa a ficar psicótica, sentindo que o namorado dela está numa vybe mais pra filha dela do que pra ela. E a crise existencial bate forte. A mãe bebe, acusa, xinga, fala atrocidades e o que a Emma faz? Nada. Continua ali… pra ajudar a mãe em seu problema com álcool… tipo.. não pode deixar ela sozinha… oi? garotaaaaaaaaaaaa…. tua mãe te largou quando era criança e agora você se sente responsável por ela? Looooouca!
A coisa toda culmina num acontecimento dramático que faz com que ela ganhe meu ódio mais do que mortal. E aí passamos para a parte 3.
Eu Decidi Respirar, vira Eu Decidi te Matar. Sim. Eu queria matar a Emma. Ela conquistou meu ódio de maneira absurda. Acredito que só tenha odiado tanto uma personagem assim quando falamos de Kiera, da série Complicado Demais.
Preciso dizer que a louca abandona o Evan? achando que está protegendo ele? depois de um acontecimento super traumático? Emma é louca. De pedra. Merece apanhar. De chicote. Juro… vcs já pegaram algum livro e sentiram tantos sentimentos conflituosos por ele que mesmo odiando você não conseguia largar porque você precisava saber a merda do final?
Mas daí o desenrolar da história vai descambando pra uma merda catastrófica e você fica desesperado, sem saber o que fazer? Você já avançou páginas porque se recusava a ler aquela bosta que estava escrito ali, mas ainda assim você quer saber que final vai rolar?
Confesso que sou culpada. Eu fiz isso. Da página 123 até duzentas e tanta eu simplesmente me recusei a ler porque sabia que meu ódio seria surreal. Eu só continuei quando encontrei o Evan de novo na história. E lá estava ele… fofo… tentando entender a merda de dois anos atrás… eu falei que se passaram dois anos? estou contando agora então…
O Evan sente que precisa dar um desfecho à história deles e decide que precisa reconquistar a confiança dela para que a bicha conte tudo para ele. Coisa que ela não fez quando o namorava, mas ele vai em busca da verdade. Ele quer entender o porquê. E assim poder seguir sua vida. Mesmo que ainda ardesse de amor puro por ela.
Eu digo o porquê pra vc, Evan. Porque Emma é louca. De pedra. Eu já disse isso? tenho certeza que sim. Enquanto escrevo esta divagação, revivo todos os sentimentos que Emma trouxe pra mim.
Meu Deus… que vontade matar a garota. Ela te coloca num conflito interno porque ao mesmo tempo que você tem dó dela e dos traumas do seu passado, ao mesmo tempo que você sente que nenhum ser humano deveria viver o que ela viveu, ainda assim você quer descer a mão na cara dela com um livro de capa dura. Tipo um livro com 700 páginas. Igual à edição que a Pandorga fez.
Poooooooorraaaaaaa…. eu revirava os olhos porque eu estava quase gritando: vai pra terapia, caralho! Vai tomar remédio! vai para o raio que te parta! Vai se tratar!
A mina começa a beber, porque precisa anestesiar as dores na alma. Precisa afastar a escuridão que a atormenta. Daí começa a sair com um bofe porque precisa voltar a sentir de novo. E PUTA que PARIUUUUU… quando o Evan volta, tentando entender, a filha da puta ainda assim continua com o Cole, nada contra… ele é gatinho, mas sabendo que ele é amigo do Evan e que o bichinho está sofrendo. E isso porque ela afirma não estar namorando com o cara. Mas me senti na pele do Evan, chifrada quando ela vai parar entre os lençóis com o Cole. Que merdaaaaa!
E depois fica puta porque descobre que o Evan ficou com outras garotas, na tentativa de esquecê-la durante aqueles dois anos. Oi?
Conseguem perceber a gama de emoções que me assolam? Cara… eu nunca fiquei tão puta com um livro quanto fiquei com este. NUNCA.
Porra… são inúmeras páginas mergulhadas em um distúrbio psicológico que a guria precisa tratar, véi. Vai cuidar dessa deprê, amiga. Sério. Eu estava tensa por ela, porque tão inteligente, ainda assim era uma tapada do caralho que ao invés de ir se tratar, ficava com medinho da escuridão da vida dela afastar os outros. Sendo que quem afastava todos era ela mesma! Filha da Puta!!!
A guria tinha sorte de ter amigos que a queriam proteger, um namorado ex super fofo que queria perdoar… mas dava valor a isso? Não. Ficava amargando o passado. Impedindo o futuro de chegar chegando. Vivendo um presente atolado em merdas e medos. POOOOORRAAAAAA….Eu por acaso falei que ainda assim, a palhaça de merda ainda entra em contato com o Jonathan? o mesmo que culminou em toda a desgraça? Sabe a merda das pessoas que não conseguem se desgarrar de um e nem do outro? Tipo… ela não ama o Jonathan, mas ainda assim, por conta dele, ela perdeu o Evan. Mas ainda assim ela não consegue se desligar do Jonathan… que porra é essa?
Preciso me acalmar.
Quer ficar tensa? Leia. Quer passar raiva? Leia. Quer vivenciar algo intenso? Leia. Mas depois não me esculhambe.
Desse livro vale à pena a história de superação, o amor que o Evan sente por ela acima de tudo, o valor da amizade das amigas que ela encontra e isso.
Acredito piamente que Rebeca Donovan realmente tem alguma história sobre abuso doméstico, se não com ela mesma, com alguém próximo. Vc entende isso pelos agradecimentos e pela intensidade com que ela escreve.
Juro pra vcs que em vários momentos eu queria entrar nas páginas e enfiar um antidepressivo goela abaixo da guria… ou pelo menos tomar um Rivotril eu mesma pra apagar as memórias pesadas que esse livro traz e os sentimentos perturbadores que a gente sente…
Pronto.
Chega.
Falei demais.
Tô com ódio curtido ainda.
Me desculpem os palavrões e a emoção intensa de puro rancor.

Preciso assistir algum filme de comédia pra aliviar essa onda.   

5 comentários:

  1. poxa... fazia tempo que eu não parava pra ler uma divagação... assino embaixo nisso aí... o primeiro livro é fantástico, mas depois vai dando vontade de esganar a doidinha!

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  2. poxa... fazia tempo que eu não parava pra ler uma divagação... assino embaixo nisso aí... o primeiro livro é fantástico, mas depois vai dando vontade de esganar a doidinha!

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  3. Caraca, Martinha! Não lembro de ter lido uma divagação tão intensa. Posso dizer que vc se superou! Tb que não fiquei com nenhuma vontade de ler tal livro; não quero sentir emoções tão conflitantes, a ponto de deixar-me com essa raiva louca.
    Espero que vc supere isso logo. Assista uma comédia, leia algo leve. Enfim, delete esse livro!
    Adoro seu jeito descontraído e leve de escrever. Então, prefiro dar altas gargalhadas com a suas divagações. Não estou dizendo isso por ser egoísta, mas pq quero te ver bem. Dessa vez, vc deixou que o lado negro da força se expressasse, porém imaginá-la sorrindo ao escrever é muito melhor.
    Bjs

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  4. Martinha, vc como sempre Arrasou!!! Faz um tempo ja que li essa trilogia, e sou mega esquecida, mas vc me ajudou a me lembrar de td sofrimento, odio, vontade de esganar alguem q esses livros me deixaram...
    Enfim, espero q vc exorcise td esse odio!! Encontre algo bem leve pra ler...

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  5. Gente... hoje eu já estou super bem... me recuperei... catei uns históricos mega lindos... hahahah

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