Divagações de Martinha 2015!!!



Uhuuuuu!!!!
Voltei!!! Mas como? eu nem tinha ido…oxi…
Então…primeira divagação deste ano…foi-se o tempo em que eu divagava para vossotros em cada final de semana existente…o assunto esgotou, o tempo degringolou e cá estou eu…aos trancos e barrancos.
Pois bem…tenho na minha reta divagante 4 assuntos particulares, sendo que alguns destes me foram propostos a long time ago…e eu acabei dando uma enrolada suuuuper básica e ficou esquecido na minha mente.
Tome nota: Vou divagar sobre a Trilogia Thoughtless. Hornellita insistiu, insistiu e depois de mais de um ano de tanta insistência, eu acabei lendo e tendo um ódio mortal pela mocinha, depois um momento entendimento…até chegar ao final…
Vou divagar sobre os Psy-Changellings. Isso…acho que é a Cidoka que sempre me pediu pra divagar sobre eles…desde antes do início dos tempos, e eu relutei, relutei, mas enfim…catei os bofes pra ler. Como ainda não finalizei a série, esperemos.
Outro assunto importante que me foi pedido: o das mocinhas fura-olhos. Essa eu vou explicar no mais tardar quando a divagação vier à galope.
E hoje, estreando este momento nostálgico, vou falar sobre um assunto que me foi abordado na fanpage. É sério…eu não me lembro quem, porque aí é judiar da Martinha, mas sei que uma amiga pediu que eu divagasse sobre certas atitudes que nossas mocinhas épicas tomam em alguns livros.
Acredito piamente que o livro ao qual ela se referiu foi Anjo da Meia-Noite, da Lisa Kleypas. Entonces…lá, digo…no livro, claro…temos uma mocinha fugitiva…oriunda de uma terra distante e longínqua, rodeada por mistérios e bla bla bla…adoooooooro!  É o máximo isso! Enaltece a trama, deixa tudo mais bacana e numa nuance mexicana.
Okay. O mocinho, mais para um adorável ogro, desacata a querida de cara. Tipo…na maior deselegância. E vcs pensam que a mocinha dá um pira e se rebaixa? Claro que não…ela tem o sangue forte, quente e latente. Ela dá na cara dele…não literalmente, por favor.
O básico dos básicos. A mocinha misteriosa requer um cargo de governanta na casa do adorável lorde. Não me lembro qual título aristocrático ele ostentava…
Enfim…o viúvo tem uma filha, que precisa ser tutoriada e tchururu, aprender a lidar com a sociedade e saber se comportar com classe e tralalá. Por acaso eu falei que a mocinha é russa? Sério…amei esse detalhe…porque ela é oriunda dos czares e czarinas bacanas, cheios de joias parecidas com ovos fabergé, mescladas e maquiadas como aquelas fofoletes matrioskas. Hehehehehe…
Okay. A mina é exótica…eu disse EXÖTICA. Não erótica, por favor. Ela é sexy sem ser vulgar e tem atitude. Mas o que minha amiga me pediu que eu divagasse não foi sobre o livro em si, mas sobre uma determinada cena que acontece no livro e que se prolifera por vários outros tantos romances de época que lemos por aí.
Veja bem…que raios são esses que fazem com que a mocinha, resolva perder o sono e ir passear na biblioteca do dono da casa, logo depois da meia-noite? Hein? Hein? Alguém me explica??? Não há lógica neste parangolé.
Vamos aos fatos:
* A mocinha vive sob uma condição surreal onde ela é da realeza, mas está se fazendo de serviçal. Ou seja, ela está em outra vybe, em outra casa, em outra dimensão. Porque a bicha se sente tão à vontade pra perambular pela house?
* As casas e mansões antigas da Inglaterra, deviam ter um ar retrô e um aspecto meio sombrio e sinistro. Principalmente depois da meia-noite. Porque digo isto? porque imagine aquele tanto de madeira, tapetes e quadros sob a ótica da luz de velas? hã? imaginou? Pensou nas sombras que as chamas das velas poderiam fazer?
* Velas. Eis o ponto chave que gostaria de divagar. Você já tentou ler à luz de velas? Eu já. Certa vez estava eu lendo um romance maaaaara, histórico, claro, e acabou a luz. O que fiz eu? esperei que a bendita voltasse de boa? Claro que não. Peguei uma vela mocozada da minha mãe, acendi ali no quarto e fui tentar chegar ao final da história. Em tempos de ipad e tablets e kindles e kobos e Levs e whateviss…esse relato é pré-histórico. Mas aconteceu. Não pude aguentar. E vou dizer uma coisa. É horríiiiiiiivel ler com a iluminação das velas. A página fica amarelada, mas naaaada a ver com nossa página em papel pólen querido, que fazem a alegria das leitoras por cansar menos a vista que o papel branco.
* Okay. Quer ler? beleza…pega um livro, lady, e vá para o seu quarto, porque você nunca sabe quando o bonitão dono da casa pode querer aparecer para tomar um brandy pensando no próximo baile ao qual irá comparecer…nunca se sabe…
O que mais me chamou atenção e também da minha amiga sugestionadora, foi o fato de que vários livros trazem esta mesma situação. Mocinha + insônia + vela + biblioteca + lorde escondido = Beijo na boca no calor do momento e na escuridão da noite. Não escuridão completa, claro. A vela ainda estava acesa.
De romances de época o que tiro de lição é o seguinte:
Para ler devia ser um saco e uma droga. A acuidade visual devia ficar uma meeeerda na tentativa de ler o que estava escrito ali. E olha que não tinha nenhum romancezinhos hot desses nossos não…
But, como toda exceção tem uma regra, posso dizer que à luz das velas, as mocinhas deviam parecer fabulosas e gloriosas. Esplendorosas e glamorosas. Porque digo isso? porque a luz das velas produz um efeito devastadoramente lindo na pele das mulheres. Aquela luz amarelada, enaltece sombras e abafa pequenos defeitinhos, que estariam escancarados se estivessem sob uma potente luz de led. Juro…em tempos de ausência de corretivo e base, ficar sob uma luz que não mostra muito devia ser óoooooteeeeemo.
Fica a dica: jantar à luz de velas se quiser que o bofe querido não vislumbre aquela pequena espinha feladamãe que resolveu dar o ar da graça bem no dia do encontro. Hahahahahah

Bjuuuu
Enumerem aí romances onde vcs se lembrem que a mocinha foi dar uma liiiiiidaaaaa na biblioteca….sei…ela foi ler…aham…claro…hahahahahaha
lady e velasVelas

2 comentários:

  1. Oba!!!! Feliz que vc voltou a nos presentear Martinha. Então eu acho que era uma adolescente maluca, pq gostava de ler a luz de velas (era opção no meu quarto eu tinha abajour) achava romântico (vai entender a mente de adolescentes). Penso que o habito de vagar a noite por bibliotecas seria usado pelas autoras para induzir um ar de romance e mistério (aqui entre nos se isso realmente acontecesse acho que a mocinha seria bem mais maluca do que eu lendo a luz de velas). No momento não me recordo de nenhum livro que tenha uma passagem como essa. Ótima semana. Beijos

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  2. Maravilha ! ! ! Voltaram as divagações. Estava com saudades.
    Quando era adolescente já era fanática por livros. Tínhamos uma casa de praia onde só havia luz de lampião. Várias vezes li a luz de velas, com minha mãe reclamando que fazia mal à vista. Rsrsrsrsrs. Bjs

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