Descobri minhas origens em Istambul


 Okay. Por onde começo? Nem eu sei.

Era uma vez uma pessoa normal (okay, eu nunca fui muito normal...). Mas era uma vez uma pessoa que tinha uma vida... opa... risquem isso também... normalmente eu dedicava boa parte do meu tempo a escrever. Daí, eis que tive que fazer uma cirurgia na mão que me obrigou a ficar quieta e colocar a escrita um pouco encostada. E foi o que fiz.
Então eu li. Li pacas. Tirei o atraso de vários livros que eu precisava. Mas uma coisa andava me pentelhando... A loucura das meninas por um tal bonitão de uma novela turca...
Eu, no meu auge de pensamentos coerentes pensei:

  "puuuf... sasminas são todas looookas, mano... novela turca? Wadarréu... o povo está falando em TURCO! Aloooooou!!!"

 Tudo bem, eu sei que no Brasil já tivemos algumas novelas turcas traduzidas, mas aqui estamos falando de Novela TURCA mesmo. EM TURCO. Traduzida por grupos de fãs que fazem aquele esforço em conjunto para traduzir o ininteligível aos nossos ouvidos a la língua portuguesa...

Aí pensei de novo ( quando eu penso é uma loucura... sai fumaça e tudo...):

"Ah, vamos lá... bora ver dequalé desse trem. Tu tá a toa mesmo ( essa era eu conversando com minha pessoa louca interior...)."

Fui lá. Estalei os dedos. Entrei no youtube e digitei o nome do trem:

ERKENCI KUş ( até o final do post eu caço o caractere correto que devemos usar nesse trem, só sei que vc tem que falar com um sotaque fofíneo... algo como "Er-kendji Kuuuuush". Pense em cuzcuz. Pronto. Inclusive, Cuzcuz é uma palavra árabe. Ará!!! )

Para quem não sabe, vai a tradução:

Erkenci = Madrugador
Kuş = Pássaro

Pronto. Já ensinei um trequinho. Viram como sou legal?

Tá. Por favor. Não posso negar um fato óbvio.
O grande motivador para arriscar assistir tem um nome:

Can Yaman. O ator principal. Yaaaay. Grande motivador.
Ainda mais para nós, viciadas em livros e em mocinhos.


Hello, hello, güzel.

Tenho que confessar: falou novela turca, fui logo pensando no quê? Hein? Hein? No nariz turco. São famosos. Sejamos honestas. Essa é a realidade.
Qual não foi minha surpresa ao me deparar com este Kebab. Opa, mocinho. 
Pensei eu: "céus... onde você se escondia, homem? Todo esse tempo?" Daí, futucando a vida alheia acabei percebendo que eu já até tinha visto o moço nesses posts de 'bonitões do mundo árabe'. Embora, vamos esclarecer umas curiosidades aqui...

Can Yanam, e vamos à curiosidade número 1: O nome se pronuncia "Djan", porque o C, na língua turca, tem o som de Djê. Rá. Estudei. Hahahhaha...

O moço, actually, é nascido na Albânia, um país da Europa que faz fronteira com a Sérvia, Macedônia e Grécia. É um país que fica na costa no Mar Mediterrâneo e fica bem perto do salto da bota da Itália. Quase. Tá aí uma explicação para o cara falar italiano também... deve ter dado umas passeadas bacanas de iate e tchururu... 
Enfim... é um cadikin longe da Turquia (não dá pra ir a pé e tals), mas como ele foi parar lá, I have no idea. É assunto para pesquisa muito mais aprofundada. 

Enfim. O moço é advogato, digo, advogado também. Noooooossa. Viram? Lá também não deu certo esse lance de ficar suando em bicas nos tribunais da vida e tals, defendendo a justiça, que muitas vezes é cega. Ele foi é fazer jus à beleza que Deus concedeu a ele em abundância e mostrar que a justiça pode ser cega, mas as mulheres não são. Hehehehhe. Okay, foi tosco. Mas valeu a intenção.

Certo... vou entupir esse post porque tive meio que uma overdose, então vou contaminar vocês todas. K-gay.

Ops. Engasguei com a azeitona.

Eita fefo. Lá fui eu, seduzida pelo enredo. Leram bem: ENREDO da novela...  cof cof... E comecei a assistir. Meus olhos esbugalharam no momento em que o personagem apareceu. Foi épico. Lembro-me como se fosse anteontem... hahahahahha... estava eu, de bobs, comendo um biscoito. Quase morri. Entalada. 

Bom, o moço faz bem aos olhos, né? Digamos que ele cumpre um estereótipo que curtimos um pouco nos livros. 

*Barba. Check
*Coque samurai. Check.
*Alto e musculoso. Check.
*Olhar assassino. Check.
*Sorriso comatoso ( aquele que coloca as 'muié' tudooooo em coma). Check.
*Macho alfa. CHECK.


Tudo bem. Já sabemos como o senhor fica sem camisa, moço.

Jeito peculiar de dar uma olhada
Eu falei da olhada, não falei? É algo meio surreal. Pra vocês terem uma ideia, não somente isso. O ator desenvolveu todo um gestual para esse personagem que acabou transformando o cara numa espécie de sonho de consumo tipo 'eu sou um quase Sr. Grey, sem ser Grey, com um misto muito doido de Sr. Darcy'.

Vou explicar. O cara é um macho alfa. Possessivo e dominador. Opa. Não no sentido de DOM. Mas de ser o que domina na relação, embora a mocinha é o tipo de garota nada Anastacia, que faz com que nos sintamos um pouco 'ela'. Mas ele é um cavalheiro completo e mesmo sendo um ogro em alguns momentos, ele é apaixonado pela mocinha meeeeesmo. Mocinha louca.

Vou explicar também. A Sanem é uma mocinha surreal. Mano... ela se envolve em cada situação vexaminosa que eu fechava os olhos e pensava: não, mana... não faça isso... você vai passar vergonha... por favor...

Mas é hilário. Porque ela mantém a candura de personagens ingênuos e doces, mas que são loucos e espontâneos e que têm um jeito único. Aquele jeito capaz de conquistar o bonitão do vale do silício e deixar o migo caindo de quatro. 

Tudo começou assim:

A garota é a filha caçula de uma família suburbana e meio barraqueira. Pense um pouco na cultura turca, porém adaptada para o lado ocidental ( eu digo isso porque, quando pensamos na Turquia, pensamos no mundo árabe. Quando pensamos no mundo árabe, pensamos no mundo muçulmano. E quando pensamos nisso, pensamos em hijabs e burcas. Mas você não vai ver uma dando sopa por ali). 

Há um colega de infância, maluco beleza total, zoado, pirado das ideias, que jura pela alma da mãe dele que vai casar com a Sanem. Para escapar desse destino cruel, os pais dizem que ela tem que trabalhar então e tals. Até então ela atendia na vendinha dos pais, no bairro. 

Núcleo da Sanem

A irmã mais velha trabalha numa agência de publicidade como secretária. Estão seguindo? É o famoso clichê que amamos.

Sanem odeia rótulos ou coisas que a aprisionem. Daí ela ser muito como um pássaro. Ela quer ser livre. O sonho dela é ser escritora ( o nosso também, fofa), e ir morar em Galápagos ( eu não iria tão longe...). 

Mas ela se vê obrigada a ir trabalhar no mundo capitalista para fugir do casamento e tals.

Estudando a cultura turca ( e sim, eu estudei para poder divagar para vocês), vocês verão que as famílias tradicionais têm um lance muito sério com o casamento e tals. A mãe do noivo é quem 'escolhe e decide' se aquela mulher é ideal para o filho dela casar. Se ela aprovar, eles informam a família da 'noiva', que irão tomar um chá na casa da moça. O cara leva rosas e uma caixa de chocolates. Pronto. Tá feito o compromisso. Hahahhahaha...

Enfim...

Okay... Onde eu estava? Na Sanem. 
A irmã concorda em levar a mana para tentar uma vaguinha no trampo, mas com medo de passar vergonha. Porque sabe que a Sanem, certamente, fará isso.
Ela entra como aqueles empregados "orêia seca", saca? O leva e traz que faz tudo. O escravo. O lerê. Tudo sobra pra eles. No caso, pra Sanem. Mas ela tem um instrutor no mesmo cargo, o CeiCei (DjeiDjei), que vale a novela inteira. Eu morro de rir das cenas deles. 

No primeiro dia já rola uma festa dos 40 anos da empresa. E pah... todo mundo tem que ir. Mano... como a Sanem descola um vestido estiloso na hora H, até agora estou tentando descobrir, mas paciência... 

Nisso... o filho mais velho, gostoso, bonitão, fotógrafo famoso ( yeap... pior que tenho um personagem assim, mas escrito antes de eu começar a assistir esse vício... dang... era o destino), volta depois de um longo tempo longe do ninho e vai para essa festa, encontrar o papis e o irmão mais novo, Emre, que trabalha na área de finanças da agência. 

Pá. Chega a festa. O CeiCei fala para a Sanem que eles vão ficar no camarote tals, mas a San resolve ir ao banheiro antes ( te entendo, garota...). Só que o CeiCei estava presumindo isso. Quem ficaria no camarote era o Can e a namorada. Hehehehheeh...

Estão seguindo?

A Mina chega lá... toda no escuro, com medo, tudo muito novo, luxo que ela não está acostumada e fica à espreita, no camarote.

Can entra logo depois. Tudo no escuro. E vê apenas a silhueta da mulher que ele "presume" ser a namorada. E pá! Já chega naquela puxada de braço fooooorte e tasca um beijo. ( Explicando dois pontos aqui: O Can vive um relacionamento meio io-iô com a namorada. E à distância. Logo, eles não se viam há um tempão. Fora que a Polén mora na Inglaterra. Ela tinha ido só para essa festa e para dar uma traçada no bofe. Óbvio. hehehhhe... Outra coisa... o beijo, ou beijooooos nas novelas turcas são um caso à parte. Não vá esperando avistar línguas quilométricas ou beijos de dez minutos de duração. Muito menos aqueles beijo CPR. É tipo uma colada de lábios, a música de fundo, a cena em câmera lenta e meio congelada... e você roendo a unha e pensando: whatafuck?)

OKay. Eles trocam um "beijaço" no escuro. Daí quando rola o momento de percepção de "ops, quem és tu, moço?", a Sanem só olha para o sapato social preto e pah! Sai correndo do camarote e deixa o Can a ver navios. Literalmente.



Pá!!! Beijo no escurinho, só na penumbra.

Pronto. Fica o mistério. Sanem passa a tentar descobrir quem foi o boy magya que deu-lhe uma bitoca épica na festa, e o apelida de Albatroz. Ela tem meio que um fascínio por esses pássaros e explica a razão em um momento. 

E gentem... lá vai a mina trabalhar no dia seguinte. E olhando para todos os lados, caçando os homens de barba. Hahahahhaha... Até que chega um momento ( até então ela ainda não tinha colocado os olhos no Can, nem sabido que era o que estava assumindo a agência no lugar do pai)... e ela fala para uma pessoa do trampo sobre o novo chefe. E blablabla... fala e fala. E a galera tentando avisar que o cara está atrás dela. E esse é o instante em que os dois se conhecem. 

Manas. Vamos lá. Barba. Eu já ficaria meio que hipnotizada imediatamente. Calma. Não pelo motivo que vocês estão pensando... taradas... 
É porque eu tenho TOC, e tenho mania de ficar procurando por fios que estejam desalinhados. E puuuuuutz grila. Se tiver, pense na vontade que tenho de dar uma ajeitada... sabe quando tu tasca um cuspe no dedo e arruma aquele fio da sobrancelha desajeitado? Tipo isso. Foi nojento... eu sei. Hahahhahahah.

Enfim. Este homem abaixo parou ao lado dela (eu teria hiperventilado fácil):

Não bastasse o acinte, o homem ainda ostenta uma marca de roupas. Céus.

E aí começa o jogo de caça e rato. O Can, em pouco tempo detecta o "cheiro" do perfume da Sanem e pah! Sabe que foi ela a mocinha em quem ele sapecou um beijaço "épico" (para os padrões turcos, claro). 
Ele descobre, mas mantém em sigilo. E vai dando corda, descobre que a mina está à procura do homem e que ela o apelidou de Albatroz. 
Detalhe: Can tem uma tatuagem de albatroz no peitoral, além de usar um colar com o pingente. O dia que a Sanem descobre isso, fica de queixo caído. Mas ainda assim não chega à conclusão óbvia que ele é ele.

By the way, a tattoo não é verdadeira. Que pena.


Curiosidade nas novelas turcas:

Eles são bem rígidos e criteriosos com certas coisas. Beijos? Tem que ser em um tempo curto, poucos, nada acintosos, depende do horário em que a novela passa e da classificação. Se for mais adulta, as cenas de love podem "induzir" um pouco mais de saliência, mas nunca espere ver um nível Verdades Secretas. Nem mesmo nível Malhação, que anda pesada para assistir no horário. 
Logomarcas de roupas, carros, lojas, qualquer coisa, ( até lombadas dos livros nas estantes) têm que ser "cobertas" por um borrão. Salvo à exceção quando for uma patrocinadora, tipo, se vocês observarem, verão que as latinhas de Red Bull não estão embaçadas. 
Quando os personagens bebem, observem que os copos nas mãos deles, ficam embaçados na imagem, tipo um blur. Deve ser uma espécie de "se assistir, não beba" ou "não beba o que ele está bebendo". Ou... "é ilusão de ótica o que você está vendo... na verdade, eles não estão bebendo nada".  Hahahahahha...

Naaaannn... é mais para se safarem das regras rígidas, sei lá. Não dizerem que estão incentivando vício ( mas estão, porque o CAN é um vício, pohaaaam). 
E veja... os personagens bebem pra caráaaaaaai. E não tem essa de lei seca. Eles bebem e vão dirigir na vida. Eles usam celular dirigindo. Eles bebem de manhã cedo, em qualquer horário. Eeeeeita, Istambul doida.

Outra coisa muito loooouca... o horário de trabalho. Minha nossa senhora da carteira trabalhista... que coisa de doido. Ali é um território sem lei. Até agora não consegui descobrir quantas horas de trabalho a Sanem tem que cumprir, que horas entra e que horas sai. 
Mano... ela sai toda hora. Tudo é muito perto. É tipo... "vou ali na casa do chapéu rapidinho e volto pro trabalho e a chefe nem vai perceber...

Outra coisa engraçada pacas... a facilidade com que a Sanem tem de entrar na casa do Can. Hahahhaah... Algumas vezes ela toca a campainha. Outras, ela simplesmente chega, chegando. Pah! Oooooiiii... tô aqui. Entra no quarto, no banheiro. É doido.
Entra pelo jardim, pula muro, o portão eletrônico ali é inexistente. 

A facilidade com que sai de casa rapidinho e vai para outro bairro. Mano... tem que ser de uber teletransportador... E consegue escapulir dos pais sem neeeeem que percebam a ausência da fofa que, de repente, resolveu ir na casa do bofe delícia.


Vamos ao principal:

Quando Can assume a empresa, o irmão mais novo, que pensava que seria o chefe no lugar do pai, fica putinho e meio que surta. Elabora um plano maligno ao lado da vadia-mor, Aylin, a ex que não deixou de ser ex coisa nenhuma, mas todo mundo pensa que é ex. 
A bicha é uma vaca. TOTAL. Não perde em nada para as vilãs mexicanas. 
E os dois armam um esquema de espionar a empresa do Can e roubar as ideias geniais que dali brotam. Para isso, acham um bode expiatório. Quem? Quem? 

SANEM.

Ela se vê enredada numa 'rede' de intrigas do mal que daria gastrite a qualquer cristão, e só não se transforma no Pinóquio porque é tecnicamente impossível.
E mente. E mente. E mente. Mas o remorso corrói. Corrói. Corrói.
Ainda mais porque ela vai ficando encantanda pelo Can ( sem se tocar que é o Albatroz dela), e vice-versa.

As interações dos dois são fenomenais. E te fazem roer as unhas. Porque eles ficam apenas se "cheirando" ( como disse minha amiga KIKI), por longos capítulos. Nada do momento derradeiro. Nada do tão esperado beijo. Nada.Só o prenúncio e tals.



Nesse meio tempo as cenas são fantásticas e têm tudo aquilo para aqueles que amam um clichê... ex amantes pentelhas, pretendentes, cenas de ciúmes loucos, de ambos os lados, um ata e nem desata, um decide e não decide. Mentiras que não são reveladas. Ameaças. Tretas. Tretas. Tretas. Mocreias que querem seduzir o Can, caras que querem a Sanem a todo custo. Tretas. Tretaaaas.

Isso faz mal pacas para meu sistema nervoso. Confesso que ele fica mais nervoso que o próprio CeiCei. Eu tenho fobia a enrolação.

Eu fiquei com vontade de estapear a Sanem, por acreditar e ainda cair nas armadilhas do irmão invejoso do mal. Mesmo já tendo admiração pelo bonitão irmão mais velho. Eu pensava comigo... Sa... neeeeeem... ah, neeeeem, mina... não faça isso!!! Segura o Djan, amarra o Djan, segura o Djan, Djan, Djan, Djan... 

Hahahahhahahhahahahhaha.

Pausa para eu recompor meus miolos. Parem de revirar os olhos aí do outro lado da tela, por favor. Hahahahha;



Outra coisa bem diferentona do usual:

A novela tem sempre cerca de 2 horas e 10 minutos de duração. (Passa uma vez na semana, ao sábado); Mano do céu... eu não tenho fôlego e persistência para assistir série de Netflix... que dirá duas horas. Mas me supreendi. Porque a novela tem ópio. 
A bicha me fez ficar com vontade tomar chá. É o tal chá o tempo todo. O TEMPO TODO. E há alguma troca secreta e mensagem submilinar, segundo as Canáticas, opa, fanáticas... 

Chá = çay  

Está aí a palavra que eles falam tanto. Lendo 'Tchai'.

Essa ao lado do Can sou eu, depois de virar uma noite inteira para assistir à novela. Tô bem magra, eu sei, mas passo bem agora. Hahahahahha.

Pensem... cada capítulo tem cerca de duas horas e dez. 130 minutos. Até agora assisti 21 Capítulos. Isso dá um total de 2.730 horas da minha vida que eu podia estar roubando, matando, dormindo, comendo, varrendo a casa, escrevendo meus livros ( que tenho prazo), lendo... mas o que estive fazendo? Estive assistindo novela turca.
Eu dei Günaydin para os meus filhos, quando eles acordaram de manhã. Eu estou com medo de chamar meu marido de Moti Bay. 

Lembra que falei do Sr. Grey? Aqui é Can Bay. Djan Bay (bêi).

Bay significa Senhor, em turco. ( Inclusive, há um capítulo em que o Can faz uma "ameaça" tão sutil a la Grey-Darcy. Algo como: "Sanem, se você continuar me chamando de Senhor Can, vou ser obrigado a ter beijar". ).

E o segundo beijo mesmo? Só vai rolar lá no capítulo 12. Ou seja.. 1.560 horas depois que a minha bunda virou pó. Que já não tinha mais cóccix. Que já não tinha mais vida própria. Mas valeu a pena. Foi épico.




Momento divagante:

A TV turca pode até ser bem rígida com certas coisas, mas não deixa a desejar na exposição da figura. Mano do céu... eles gostam de mostrar esse homem sem camisa, malhando, correndo, molhado, tomando chá, encarando as pobres inocentes, passando o dedo nos lábios, coçando a cabeça, arrumando o cabelo... Affff...

Hum-hum. Senhor Grey. Ops, Can bay.



As mulheres não usam burca, certo? E embora na cultura turca seja meio que proibido mostrar muito o corpo ( 45% da população ainda vive no regime mais conservador... É. Eu estudei.), os figurinistas adoram explorar as pernocas, barriguinhas ( de leve) e decotes das atrizes. Como elas não podem mostrar o físico como o Can, por exemplo, então, taca-lhe short e saias curtas. 

O que percebi foi... as mocréias não têm bunda. Logo, a equipe de figurino explora nos decotes. Sério. É só reparar. Aylin não tem bunda. É desbundada total. Polén também não. Deren a mesma coisa. Ceyda ( vaca cacheada do momento... vaca) tb não. 

A Demet, atriz que interpreta a Sanem, tem bunda, e pernas bacanas, logo, no início da novela, ela sempre ia de short para o trampo. E tênis. Jesus. Saia e tênis. Vestido e tênis. Perdi as contas dos modelos de tênis que ela ostentou. 
 ( Não sei se as que assistiram repararam, mas houve um capítulo em que o Can comparou a Sanem a uma mulata e simulou um samba... heheheh... Viram? Bunda.)

Estava tão empolgada com as roupas, achando bacaninhas e tals. Elegantes. Até as vilãs tinham a aura da elegância turca. Os brincos... minha nossa. Paquerei um brinco da vadia Aylin por um capítulo inteiro e quase cortei o meu cabelo do mesmo tamanho. Achei chique, glamoroso.

Pá! Eis que de repente, as minas me avisam que a coisa desandaria. Que as roupas iam começar a "bregalizar" ( eu sei, inventei essa palavra); Çok Çirkin (tchok tchirkin)... Muito feias. 

Feias pra caralho. Parece que os anos 80 impregnou por causa de um capítulo inteiro e pá! Voltou veludo vinho com força total. Babados. Mangas bufantes.  Roupas brilhantes com couro ( tenho pesadelos até agora com uma roupa da Deren...) Jesus amado. Os brincos passaram a virar arranjos de Natal. As mulheres começaram a usar botas da Xuxa. Okay... entendi que o clima mudou. Inverno estava chegando e tal... Mas, gente... bota da Xuxa, não. Please.


O cabelo da Sanem passa por várias fases ao longo da novela. Liso, anelado, preso, meio-preso, zoneado, passado na chapa 49 mil vezes, natural, estilo Gisele Bundchen, sou sexy sem querer... Uau.

Mas vou dizer algo que me encantou. As makes. As cores dos batons. Putz grila. Cores fantásticas, que combinam com o visual, a roupa ou o astral da personagem naquele momento. Achei isso sensacional.

Clap clap para a equipe de maquiadores.

Sim, sim. Sentado na escada. Kinenki os reles mortais.


Gente... só o que posso dizer mais é que vou fazer uma Livegação para mostrar os gestos mais hilários que descobri na novela e compartilhar com vocês. Além de algumas das palavras que descolei. Porque sou dessas, claro. 

Aqui vão algumas palavrinhas que vocês escutam muuuuuuito na novela. Vejam como sou legal... estou compartilhando minhas aulas de turco com vocês...

Günaydin = Bom dia = gu- nai- dén

Iyi geceler = Boa noite = Iiii gue - dje- lér

Afiyet olsun = Bom apetite = afié- tol- sun

Yakında görüşürüz = Até logo =   Ia - guin-da Gouru - shu-ruz

Arkadaşlar = Amigos = Ar- Ka- da - shi -lar ( pense que eles vão falar " As kardashians")

Aşkim = Meu amor = Ash- Kim

Iyi Iş = Bom trabalho = Iii ixi

Çok = Muito = tchok

Çok Iyi = Muito bom = tchok Iii

Tamam = Tudo bem = Tá - mao ( parece com o nosso tá bão)

Bu doğru = É verdade = Bu - dôro

Aşik = Apaixonado = Ashik ( a xíc...a raca... hahahhaha)

Bayan = Senhora; senhorita

Anne = mãe = an- ne

Baba = pai

Öpücük = beijo = opiu-jdiuk

Harika = Maravilhoso; ótimo = rá-ri-ká

Süper = super ( tipo, massa... hahahah)

Kahve = café = car- vé

Kardeş = irmã = kar- desh ( lembra das Kardashians de novo)

Merhaba = Olá = mer- rabá


Cara.... ainda não estabeleci muitos conceitos para entender, mas estou tentando, porque sou meio psicótica com idiomas. E se tem uma coisa que eu adoro, é aprender. E adoro aprender através de músicas. E me surpreendi ao constatar que eles têm uns pop music muito maneiros. Tem um, inclusive, que começa com aquela buzina da Anitta e juro que quando escutei, cantei mentalmente: "prepara, que agora, é hora...do show das poderosas"...

Hahahhahahaha.

Objetivo: aprender a cantar a música da abertura. Queeeee... depois de uma elucubração muito interessante da minha sister friend, Andrea, ( que consegui induzir ao vício), acabou mostrando certa semelhança, quando a canção toca lentamente, como se fosse uma lullaby, uma canção de ninar, com uma leve semelhança à intro do tema da Bela e a Fera. E pensem... Can e Sanem poderiam bem ser como os dois personagens épicos.



Casalzinho: Can Divit e Sanem Aydin




A química entre os dois atores é INEGÁVEL. E isso faz o quê? Com que todo mundo shippe os dois. Tipo, fora dos bastidores. Longe dos olhos. Lá... no silêncio de suas 'evler' ( casas). 

Em uma entrevista, o Can ( o nome dele é o mesmo do personagem, isso me confunde... hahah), disse que quando foi convidado para fazer o papel, ele quis saber quem seria o par romântico dele. Quando soube que era a Demet, ele aceitou de pronto. Disse que a mãe dele adorava a atriz, o pai, a família, o cachorro, o papagaio, o periquito...

E vou dizer... quando você realmente vê uma química assim, tanto dentro do set, quanto fora, arde em nossos corações o desejo que esses dois encontrem o amoooooooor nos braços um do outro. Isso é um fato. Nada mais é do que nosso lado romântico aflorado, esperando que a fantasia vire realidade.

A gente nem se pergunta se eles têm outro relacionamento. A gente shippa logo e fala: estão namorando na vida real. Os dois podem negar horrores, mas nosso coração é teimoso kinen o CeyCey... damos aquela olhadinha perspicaz e pensamos: aaaaahn... estão querendo nos enganar, né?

Uma coisa eu posso dizer, na certeza. O Can Yaman gosta de morenas. Isso é fato. Tanto que a fofoca que está eclodindo nas redes sociais essa semana é se ele está com uma 'namorada' bonitona (morena), típica magra com cara de modelo. Nosso coração maldoso e rancoroso já diz logo: Nheeeem... é bonita... mas nem é lá essas coisas... sou mais a Sanem. 

Nós fantasiamos o CASAL. CAN E SANEM. E é aí que nos perdemos, muitas vezes. E que muitas vezes os atores enlouquecem. Os fãs passam a vê-los somente como aqueles respectivos personagens. 

Vou dizer... vai ser um pouco árduo o Can ( o ator), conseguir se livrar da aura do Can ( o personagem). Ele foi "construído" para aquilo. 
Até a cor do cabelo foi alterada. O ator tem cabelos escuros. Tudo ali foi clareado para dar aquele tom queimado de sol, para mostrar um personagem que vive a vida ao ar livre, na natureza selvagem, em contato com o sol, vento e mar. O corpo foi trabalhado e malhado para ganhar a massa necessária. Os gestos foram trabalhados para que ele sintetizasse aquele HOMEM. Com aquela aura. As roupas, apetrechos, braceletes... botas. Tudo o que ele usa sáo componentes que construíram a imagem: Aventureiro, Conquistador, milionário, lindo, gostoso. 

Basta você ver a atuação dele na outra novela, Dolunay. É quase que irreconhecível. 

E vou dizer... vai ser meio difícil para o cara se despedir da figura montada pela mídia para CAN DIVIT, o gato de Erkenci Kuş. Pensem na hora que esse homem quiser se despedir da barba cerrada ( seja por enjoar, ou por um novo papel mesmo). Pensem na hora que ele tiver que cortar as madeixas.

Uma imagem inteira vai se desintegrar. Isso é tenso. Eu falo isso porque enquanto estava pesquisando, vi que o nível de psicose com o cara é meio surreal. Ele tem mais perfis "avulsos" dele mesmo no Instagram, do que muitos atores de Hollywood. Isso é muito doido, gente.

Nossa torcida foi forte para que Edward e Bella se pegassem, opa, Robert Pattinson e Kristen chata. A torcida foi forte para que Jamie Dornan estivesse traçando a Dakota ( eu não estava nessa Kota... hahahahahah. Nunca shippei... nunca shipparei).

Somos tendenciosas a shippar os casais dos sonhos.

E esse realmente sintetizou um casal romântico dos mais fofos. Talvez eu tenha gostado tanto porque exala a essência de tudo aquilo que gosto de ler nos livros.

E vou avisando:

Feminazys passem meio longe, okay? Os caras são turcos. TURCOS. Existe uma dominância latente ali dentro, meu povo.
Eles falam alto, parecem estar brigando o tempo todo, são ciumentos e possessivos. Eles não admitem que outros olhem. Isso é cultural mesmo. Veja o lance das roupas onde as mulheres têm que se esconder, e vocês entenderão.

Porém as novelas tendem a querer ganhar o lado ocidental do mundo. E explorarão isso, mas a raíz está ali. A saia pode estar curta na mocinha, mas se outro macho chegar perto, eles puxam pela mão e levam pra longe.

Eu não assisti outra novela ( ainda). Acho que cheguei a assistir um capítulo daquela que passou no Brasil e fez o maior sucesso ( esqueci o nome e estou com preguiça de pesquisar, depois de digitar quase um livro pra vocês...). Mas como não bati o fling com o mocinho, acabei abandonando. Não shippei.

Mas dê apenas uma pesquisada no cast de atores turcos e nos casais das novelas. Você vai ficar de queixo caído. Esqueça o estereótipo. Ele não existe. Lembra que nas novelas mexicanas existem galãs e atrizes fabulosas, que fogem totalmente à regra do que todo mundo pensa de um "chicano"? O mesmo acontece Turquia.
E percebi que o mesmo se dá no Brasil também. A galera julga o nosso país achando que vai encontrar macacos na rua comendo bananas, índios andando com suas flechas, e mulatas do carnaval atravessando a rua para comprar o pão, sambando em suas fantasias.

E mano... nós temos GISELE. GISELE BÜNDCHEN. E tantas outras. Assim como atores e modelos fabulindos.

Daí percebi que muitas vezes nossos olhos são ocluídos para julgar as coisas antes de realmente vê-las.

E foi isso o que me aconteceu. Uma nova luz se abriu.

Senti até mesmo vontade de conhecer Istambul, comer um babado árabe... voltar às aulas de dança do ventre ( já tive meu lado dama do oriente aflorado quando ela bem mais nova... deve ter sido influência do tanto de pessoas que me perguntavam se eu era descendente de árabes...)... Hahahahahha...

Só digo uma coisa:


NUNCA JULGUE UMA COISA ANTES DE REALMENTE VER.


Köklerimi keşfettim. Türkiye'de ayağım olmalı


Öpücükler (Beijos)!!!



Eu tô Selvagem hoje...

Minhas Divagações de hoje vão pra ela: a injustiçada do vale literário. A autora que deveria ganhar o posto de Amazonas do Centro-oeste. A fofínea que sempre divulga as amigas de coração, nunca exige nada em troca e simplesmente tem uma das almas mais puras que já conheci nesse meio. 
Mari Sales. Vulgo, Maricota. Só eu posso chamá-la assim... é pq ela é tão gostosinha que rima o nome Mari com ricota, que é um queijo finérrimo e elegante. Uma autora muito delícia de ler, fácil de digerir e apetecível à dieta meio light.
Maricota escreveu uma série que eu, particularmente, já peguei forte. E digo peguei forte no sentido amplo da palavra, pois tive o prazer de revisar as versões finais que estão disponíveis no Amazon. Basta conferir se meu nome consta na ficha catalográfica e verão que não estou mentindo... hehehehe...

Logo, eu sou meio que dona do Doc, do Victor e do Lorde. Desculpem aí.

Então... a viadinha escreveu um universo MC. MOTOCICLISTAS fodões. 

*Mas ela não se ateve a isso. Não, senhoras e senhores... essa cabrita foi mais longe. Ela criou, no primeiro livro, uma mulher para disputar o posto de PREZ do SELVAGEM Moto Clube.

A Valentine é tipo fodona, daquele naipe de guria que não engole muito as coisas, daí ela vê o pai definhando em uma doença que vai levá-lo embora em breve. O pai é, até então o presidente do MC referido. 

A guria na verdade mora em outra cidade, mais afastada do pai, com quem sempre teve uma rusga, mas quando percebe que ele está mal, resolve dar uma chance a uma possível reconciliação. 

Ela chega ao MC do papa e tadaaaaaaaam... dá de cara logo com o médico gostoso que cuida do paizão. O Doc. EEEEITAAA, homi delíciaaaaaaaaaa... pelamor de qualquer coisa. Pegava fácil. Certeza. Tanto que peguei. Deixava ele me aplicar injeções de hora em hora. Aplicar compressa, dar comprimidos na boca... o que ele quisesse. Hehehhehe...

Enfim... ele também é membro do Moto Clube e tem o maior respeito ao pai da Valentine. 

E pasmem... a maioria dos membros do Clube sempre achou que Valentine, herdeiro do Prez, fosse um macho. Imaginem o choque brutal quando eles testemunham a chegada de um mulherão à bordo de uma motoca. 

Bom... está montado o palco aí. 

O pai da Vale ( intimidade) diz a ela que a presidência do MC será dela. Eitaaaaa.... mas alguns membros não concordam de jeito maneira. Claro, bando de machos fedorentos, que cheiram mais a gasolina do que tudo, cigarro ( tudo bem que nem todos fumam...), graxa, perfume barato das vadias do clube e outras coisas inomináveis que prefiro nem comentar.

É óbviooooooooooooo que pinta um clima bem intenso entre a Valentine e o Doc. Preciso falar sobre isso?

Claro que não.  Por favor, né? Eu shipei o casal desde o início... se a Mari tivesse feito uma treta monstro, eu era capaz de caçar essa rapariga e dar na cara dela com um livro de capa dura.

Enfim... o mais legal de tudo? Tramoias. 

Dentro do MC tem uns malas sem alça que não aceitam Valentine como presidente. Porque obviamente o Vice-pres quer assumir a poha toda. E o cara é um pau no rabo, porque arma um paranauê louco lá, dá um bafafá, envolve outro MC, manooooooooooo... põe ação nisso. 

Há controvérsias de algumas leitoras que acham que a Mari não deu uma nuance dark e apelativa ao MC. Não explorou detalhes daquele 1% da bandidagem e os fez com características de Sons of Anarchy.
Cara... eu totalmente amei. Selvagem Moto Clube é o tipo de clube que eu entraria de boa, tomaria um trago de coca-cola com Greygoose e olharia pra lateral, pra ver se tinha um motociclista filezudo à toa... Aproveitaria e daria uns tabefes nas kengas, porque odeio as vadias desses clubes. Tipo... ódio mortal mesmo. 
Beleza... o livro termina com Valentine no poder. Ela assume a parada e tals.

*Daí Maricota parte para o livro 2, onde vai explorar o livro de outro MC, dessa vez do Aranhas Moto Clube. Aí, mano... vocês vão conhecer o Victor Aranha. Que vai tecer uma teia melindrosa ao seu redor e fazer vc gostar dele, mesmo sabendo que ele é meio mau-caráter e já praticou atos ilícitos. 

Só que o cara tipo nem tá mais a fim daquela vida. Ele está meio que cansado e tals, já o irmão mais novo dele, tá entrando de sola no mercado negro e se afundando nas merdiiiiieeeenhas criminosas. Se envolveu com gente tosca e tals. 

Nesse ínterim, ele precisa da ajuda de uma advogada fodona e vai atrás da Rachel, amiga da Valentine. 

Bom... tenho um estranho caso de ódio com essa viada.

Não sei explicar. Xinguei muito essa mocinha enquanto estava revisando. Um estranho caso de ódio enrustido. Pode ser que tenha algo a ver com o fato de que eu estava querendo o Victor pra mim... e ele estava totalmente na dela. Sei lá... isso se chama inveja? Não. É porque ela estava meio que refutando o coitadinho que só tinha amor pra dar. 

Oxi... que palhaça. O cara lá... todo querendo se aconchegar com a criatura do pântano... e a mulher se esquivando. Vontade de pegar o sapato Loubotin dela e enfiar no ouvido esquerdo pra retirar pelo direito.

Enfim... o romance engata. A ação também. O irmão do cara se mete numa encrenca monstruosa, com gente do mal. Ocorre um sequestro muito doido. É aquele clima de tensão. 

Mocinho termina com mocinha no final, obviamente, porque se fosse o contrário o que aconteceria? A Mari apanharia tanto que nem lembraria o nome com o qual foi registrada em cartório. E aqui, vejam bem... hehehehe... eu, essa que vos divago, sou agraciada lindamente com um personagem pra chamar de meu. Ops... ainda não foi um macho alfa, mas o personagem é tipo... hummm... como direi... EU! Yay! Porque a Mari fez uma Martinha muito fodona, presidente de um MC ( tô crendo que sou a presidente porque sou fodona assim... opa... eu não, ela... a personagem...). Mas veja... tem os cabelos roxos e é toda zoada. Mano... muito eu. Hahahhaahha... única realidade que não bate. Não piloto uma moto sinistramente massa como a dela. 

*Por fim, Maricota nos presenteia com o último dos romances dos Motoqueiros delícia. Dessa vez, o Piratas Moto Clube. Porque a Mari não é fraca. Ela foi lá e criou logo três MCs. Espera. Quatro. Não se esqueçam da Martinha. Ela é líder da Vênus MC. Um Moto Clube composto em sua maioria por mulheres massa demais...

Aí, aqui temos a outra amiga do trio Valentine, Rachel e Nina. Essa última é sócia de uma empresa de segurança e faz a proteção ao irmão da amiga Rachel, Richard, cujo qual apelidou de Lorde. Ele é um advogado influente, como a irmã, e no livro anterior, do Aranhas MC, teve o escritório detonado, estava em perigo, por conta do caso contra o vilão sinistro que a Mari criou.

Pois bem... essa Nina, toda marrenta, curte o maior crush pelo Lorde, digo, Richard. Este, por sua vez, é uma alma meio perturbada, já que muitas vezes é dado a ataques súbitos de pânico e fica fora de si. 

Então... Nina é uma loira sexy e atrevida que opera à base de adrenalina. E ela quer o Richard. Porque tem certeza de que ele vai agitar altos hormônios do prazer no seu corpinho.
Richard é relutante... porque ele não acha digno... Nina não dá mole... cai matando.

Os dois se pegam.

E mano... vou ter que dizer... tu vai pensando que o Lorde é um lorde fraco e na verdade ele é... UAU. Toma-lhe Estamina, mano.
Vejam bem... Lorde testemunhou, no seu livro, o assassinato do presidente do Piratas Moto Clube. O cara tava lá de boa na lagoa, tranquilo no mamilo, suave na nave... fazendo um cooper na night. Aí, pêi! Ele vê uns caras dando cabo da vida do "homi". 

O bichinho corre para dar um socorro, mas não adianta... o véi morre. E pá... eis a confusão. Vem uma cambada de Piratas motoqueiros ( meu Deus... Maricota conseguiu reunir duas fantasias em um só invólucro... piratas são emanam aquela aura sexy... motoqueiros, então??? Suei...). Eles já chegam achando que o Richard fez aquela monstruosidade. Óbvio que não. O segurança dele foi testemunha ocular da coisa toda. 

Só que o cabra antes de morrer ainda tinha que jogar o peso da responsa nas costas do Lorde. Mandou que ele assumisse o Moto Clube. 

E o Richard fez: Oooooi??? Comassim?

Veja... Richard é um gentleman... de ternos e gravatas e sapatos Ferragamo. Perfumes caros do tipo Acqua de Gió. Mano... não perfume de Graxa dos cafundó. Sacaram? 

Mas ele tem um senso de honradez e resolve assumir a pendenga pra descobrir quem matou o prez dos Piratas. 

E aí a merda explode. Literalmente. Espera... não que o vaso tenha entupido e explodiu enqaunto estava sendo usado, nem nada.
Mas rola uma explosão no clube, morre uma gal ( galera), bate um furdúncio louco... tá todo mundo em risco.

Acionam os Moto Clube parças pra dar uma assistência e auxílio para o caso de uma eventual briga entre membros e apoio necessário. 

Mano... a Mari criou um enredo muuuuuito casca... tipo de filmes de ação. Uma engenhosidade primorosa. 

Dei o Tocantins inteiro pra ela, porque uma salva de palmas estava pouco.

Nesse meio-tempo eu apenas dei uns cascudos na Nina. Porque eu meio que queria usurpar o lugar daquela viadinha.

Eu sou um pouco possessiva com os machos, perceberam? Me senti uma vadia de clube, quando o que mais quero é ser uma Young Lady.... E sai pra lá com essa alcunha de OLD LADY, mano, porque eu nunca aceitaria um termo desses... e eu lá sou OLD? POoooorra... tá faltando essas mocinhas de livros se revoltarem e abrirem um requerimento... que exijam ser chamadas de YOUNG LADY. Pronto. Opa. Eu dei essa ideia genial. Vou fazer o registro dessa marca pra garantir que ninguém mais a utilize... hehehehe...

Enfim... a Nina aceitou uma situação que o Lorde a fez passar com muita tranquilidade, quando, se fosse eu, dava uma voadora e chave de perna com gancho de direita e esquerda e torção no saco pra finalizar. Depois me levantava linda e bela e ainda dava um cuspidão, soltando uma frase épica: 

- Não quer me assumir, KIRIDOOO... tem quem queira. Vou ali dar pra geral, certeza que vou ter uns manos batendo na minha porta me implorando pelo revival e pelo direito de exclusividade.

Gente... eu gosto de um macho que já chegue junto e fale: MINHA.
K-gay se tem gente que se irrita com essa possessividade toda... eu mesma, só posso dizer que me tremo todinha. Arrepio até os cabelos do carpete.

Enfim... Nina foi meio passiva-bestaloide nessa hora. Depois teve um outro momento onde ela voltou à infância sutilmente e fez uma pausa para a birra do tipo: "não quero... não vou... não quero... não... não..." E eu quase entrei no computador pra poder dar umas sovas na moleca, mas me contentei em deixar comentários no arquivo de revisão da Mari com pérolas like: 

"Lorde, larga essa muleh e vem pra mim, meu filho!"

Hahahhahah... eu sou psica nesse nível. 

Okay...

Tudo tem que dar certo no final. Porque senão o livro não poderia se chamar romance ( e não estou falando do gênero romance como um todo, e sim como o estilo de leitura para mulheres...), onde mocinho conhece mocinha, rola um fling lindo, os dois se apaixonam lindamente, rola um conflito épico, bombas explodem ( porque é Mari Sales), conflitos se estabelecem e pá! Tudo se ajeita e rola um beijaço épico de torcer as entranhas e dar cólicas intestinais quando você acaba... porque você quer um pouco mais.

E está aí. Agora estou esperando o MEU livro. Porque quero saber quem eu peguei, afinal. É necessário que Mari faça um macho alfa belíssimo pra mim e que eu seja suntuosamente fabulosa. Tenho dito.

Mas eis que digo que ... não obstante eu ter sido uma profunda apreciadora dessas obras e de outras da Mari, tendo atuado como revisora, posso dizer que ela é uma autora completa. Escreve com sagacidade, com inteligência além da conta, com o toque de erotismo que os leitores gostam, com diálogos épicos, com emoção. Doses certas de drama e ação. 

É o tipo de leitura que você se diverte. 

E não bastasse isso, a autora é uma linda e une essa beleza toda ao lado blogueira, sendo uma das maiores incentivadoras da literatura nacional. 

Ela indica livros de todas as autoras, faz marketing, divulga pra cá e pra lá, lê, compra, compra de novo e dá para as amigas, compra outra vez e sorteia... Avalia.

E cheguei onde queria chegar.
Mari não pode ter seus livros avaliados no Amazon, porque a plataforma "identificou" um comportamento pernicioso, como se todas as avaliações fossem fakes ou de alguma forma fabricadas para promovê-la. 
OI? 
Espera... é como se ela estivesse infringindo normas e diretrizes expressas, e se outra avaliação de parentes, amigos, conhecidos, afiliados ou funcionários, fosse detectada, ela seria banida de publicar no Amazon.
CARA.... COMO ASSIM????
Quer dizer que o autor tem que ser um ser inalcançável aos leitores, porque se ele der margem a qualquer perfil de relacionamento, ele estará manipulando as avaliações? O autor tem que ser um tremendo recluso? Um FDP grosso e brutal que nem faz questão de contato com o público que o lê? 

Esse é o tipo de autor que o Amazon quer para sua plataforma? Jura?
Porque o fato da Mari ser extremamente meiga e acessível a torna uma pessoa querida no meio. E vejam que triste ela ter que ir a público, no perfil pessoal dela, para pedir que NÃO AVALIEM MAIS OS SEUS LIVROS... por medo de ser banida de um lugar onde se encontrou, onde achou uma fonte de renda que complementa as finanças da família.

Nós autores lutamos tanto para que avaliem nossos livros... para que isso seja um termômetro para que outros leitores nos queiram... e olha a via de contramão que ela teve que passar.
Somos obrigados a ler avaliações que denigrem nossas obras, avaliações de perfis fakes que são usados para detonar quem está no ranking, avaliações que aparecem apenas com o intuito de foder com a autoestima do autor... e isso o Amazon não vê. Onde estão as normas e diretrizes? 

É muito triste essa realidade. 

Muito triste ver uma pessoa tão bacana que tenho o prazer de chamar de amiga, mesmo não conhecendo pessoalmente, se isolando das redes sociais, porque está completamente arrasada com esse golpe infundado que foi dado.

Por quê? E honestamente... isso parece muito coisa de denúncia. Sei lá. De alguém que foi especificamente apontar que talvez os livros dela tenham sempre os mesmos leitores? FODA-SE. Será que não poderiam ser leitores que leram o livro 1, 2 e 3? E gostaram tanto que quiseram avaliar? Será que não são leitores fãs da autora, que acompanham o trabalho dela? Isso os torna menos avaliadores por quê? 

Cara... juro que não entendo.

É por essas e outras que sinto muitas vezes vontade de voltar a ser apenas a Martinha, a divagante. Para me concentrar em ler, tão somente, e divagar, podendo falar as asneiras que gosto de falar e pronto.

Mas havia um sonho que ardia na minha alma. Que começou antes mesmo de eu ser blogueira e divagante. 

Então eu fui atrás desse mesmo sonho. 

E vejo que Mari foi atrás do dela. E nunca esperou tomar uma lapada como a que tomou.

E isso desestabiliza, gente. Posso dizer a vocês com toda a certeza do meu coração... a pessoa pode ser a mais bem-resolvida do planeta... mas ainda assim, quando algo desse nível acontece, há uma rachadura que se instala na autoconfiança que levamos anos para tecer.

Críticas doem? Pra caralho. Mais do que vcs pensam.

Mas asseguro a vcs que o que mais dói é receber um golpe de um lugar que você menos espera, em um momento da sua vida que tudo o que vc mais queria era um colo e aconchego.

Eu queria morar perto da Mari, nesse momento. Pra poder dar o colo que ela precisa. 

Vai meu apoio cibernético.

Porque eu amo essa garota. De todo o meu coração. 

Então... Maricota... força na peruca. O Brasil pode ter parado os caminhões por causa do aumento do combustível, tudo pode parar e faltar... Se precisar... acho que nós, autores, devíamos, sim, manifestar de alguma forma, o repúdio a este tipo de atitude. Enviar email, tentar entender, que seja, chegar à gigante KDP, nem que seja no Exterior. Qual é a política de ação que eles vêm desempenhando? Pelo que pude perceber, outros autores também estão sendo açoitados dessa forma.

É triste isso.

Mas deixo aqui minhas Divagações como forma avaliativa, sim, das obras de Mari Sales. E foda-se... trabalhei nas três.Tenho ligação com a autora e se acho que vale a pena demonstrar o meu apreço aos seus livros e histórias, por que devo ser tolhida de fazer?

Viram porque eu tenho um Moto Clube só meu? Hahhahahahaha...

Bjuuuu




Enquanto houver Dante

Ah, maçãs... maçãs nunca mais serão as mesmas depois desse livro... Você olhará para uma maçã e pensará nele... no Dante. Não no Dante Alighieri, por favor... mas no Dante, Dante... o personagem goxtoso do livro Enquanto houver tempo, da Paola Scott.
Paolete foi a primeira autora cobaia ( ainda bem que não a do tipo que matam no final da experiência... ) da The Gift Box como editora. Ela abriu o ano de 2018 com o livro, já rompendo o calendário com um livro lacrador e de fazer qualquer pessoa suspirar pelos cantos, tentando descolar uma maçã pra comer às escondidas... Eu fiz isso. Assumo.

Aqui temos o Dante, um executivo muito atarefado e cheio de trabalho que só pensa naquilo: trabalho. Nossa... como vocês têm a mente poluída, credo. Dante só quer trabalhar, trabalhar. E vê sua vida transformar-se em um inferno... inferno de Dante... quando sente a queimação. E não uma queimação singela, caros leitores... nada de azia ou refluxo gastroesofágico... não... a queimação aqui é pura e simplesmente de um infarto que resolve dar um murro no coração do homem pra dizer:
Ooooo, vagabundo! Ou tu para um pouco o ritmo, ou vou fazer greve geral, valeu?

Dante dá uma parada. Fica com medinho. Treme nas bases. Quase raspa aquela barba sexy dele. De última hora, a irmã o convence a pegar um ar puro nas paragens de Santa Catarina... um hotel fazenda, resort mega luxus, pra ficar tipo num momento zen, com a natureza... pensando na vida, ao invés de pensar na bolsa de valores, dinheiro, gastos exorbitantes e tchururu.
Passeio vai, passeio vem... Dante dá de cara com a Gaia. Eeeeita... já pega logo a mulher de nome diferentão.
A bicha é cheia de atitudes, manda nos paranauês, e é dona do quê? do quê? Do sítio que produz e abastece as cercanias com... maçãs suculentas e cheirosas...
E puta que pariu... Paola Scott judiou nesse livro. Ela citou cada nome de comida e doce feito com maçã, que meus amigos... eu juro que tudo o que eu mais queria era pegar um voo pra Curitiba e, primeiro: dar na cara da Paola. Segundo: ir para o tal resort pra ver se achava algo com essa culinária suculenta da qual ela tanto fala no livro.
Não fiz nem uma coisa nem outra.
Mas como vou encontrar com a loira em junho, ainda está valendo a promessa de estapeá-la. A não ser que ela leve alguma coisa de maçã pra mim... aí pode ser que eu a perdoe... Posso pensar no caso...
Enfim...
Gaia é a amazona do pedaço. Dá uma carona intensa no lombo do cavalo para o Dante. Uma cavalgada. MENTES IMUNDAS! Ela dá carona no lombo do cavalo! Se vocês pensaram outra coisa, vão agora, imediatamente, pedir perdão de joelhos, porque significa que a mente de vocês precisa ser purificada...
Credo. Né possível que tudo o que eu falo tenha uma conotação assim... Valei-me, Senhor. Livrai-me dessas companhias que só pensam indecências... Hhahahhaha....

Tá... cavalgada vai, cavalgada vem... os dois fazem uma amizade maneira... que floresce em... não. Vocês iam dizer maçãs, né? Não. Floresce num beijaço de fazer revirar os olhos, contorcer as entranhas a tal ponto que você lê a cena e chega a pensar que está com cólica menstrual... Juro. Tive que me abanar por uns dois minutos. 
Foi uma pegada tão forte que confesso que cheguei a sentir a comichão da barba áspera...
Para quem não sabe, o modelo que ilustra a capa do livro da Paola, o que dá vida ao Dante, não é ninguém menos que Franggy Yanez. Logo, ilustrem aí o que quiserem...
Pensem no Dante e na Gaia... fazendo gaiatices... hahahahahha... Meu Deus,... meu trocadilho foi tão hilário que eu explodi em risos sozinha. Desculpa, gente. Foi show essa. Confessem. Até a Paola vai rir. Certeza.

Enfim... gaiatice vai, gaiatice vem... os dois se embrenham entre os lençóis... porque alooooouuu... não seria romance se não tivesse um momento intenso e ardente entre o casal... aquele instante de química transcendental... explosivo... que faz caboooom. E eles se pegam lindamente.
Mas chega a hora do Dante voltar para São Paulo. Vixi... falei que ele era de SP? Não? sorry... esqueci.
Então... ele vai. Mas fica borocochô. É compreensível.
Mas ele tem planos. Quer voltar para o seio de sua amada. Não o seio, parte do corpo... diga-se de passagem, onde ela tem uma tattoo de??? Maçã. Mas o seio, o lugar de convívio.
Mas então o que a Paola faz?
A Paola faz o impensável. Ela solta a poha do Nicholas Sparks híbrido com John Green de dentro dela e causa uma reviravolta sinistrêsca dentro do livro e quando o Dante volta... é um auê.
Gaia não é mais a mesma gaiata de antes. Porque ela precisa se recuperar de uma doença que a Paola, a autora, resolveu incubar dentro dela. AUTORA DO MAL.
E chega o epílogo e você pensa por um instante ou dois que terá que assassinar Paola Scott com suas próprias mãos nuas, ou quem sabe furar seu olho com a caneta com a qual ela dá os autógrafos que tanto amamos... Mas... 
Meu Deus... a vontade passa. Porque você percebe que ela simplesmente se supera a cada livro. A todo instante e arrasa em mais um romance absurdamente lindo de ler.
Posso dizer que revisei esse livro? Revisei. Com o maior orgulho. 
E acho que a The Gift tem que se orgulhar também de ter estreado com brilhantismo com este romance lindo e encantador.

Dante ama Gaia. Eu amo Dante e Gaia. E amo maçãs. E amo a Paola. Pronto. Falei.